A MODA É ARTE, E O MET GALA 2026 PROVOU ISSO

Ontem aconteceu o Met Gala 2026, o baile anual que reúne celebridades da música, do esporte, do cinema e de diversas outras áreas. Considerado um dos eventos beneficentes mais importantes da atualidade, o Met Gala é uma gala de arrecadação de fundos em benefício do Metropolitan Museum of Art, em Nova York.

Criado em 1948, o evento surgiu com o objetivo de arrecadar recursos para o recém-fundado Costume Institute e marcar a abertura de sua exposição anual. Essa tradição se mantém até hoje.

Neste ano, a exposição teve como tema “Costume Art”, enquanto o dress code foi “Fashion is Art”. Os convidados tiveram a oportunidade de explorar tecidos, ousar nas modelagens e apresentar propostas inovadoras, com visuais que transitam entre a moda e a arte, destacando belezas experimentais e criativas.

Podemos dizer que o surrealismo foi uma das expressões artísticas mais revisitadas nesta edição, com a performance ganhando grande destaque (ainda bem). 

Hoje selecionamos nossos favoritos e, claro, pensamos em como eles combinam com nossos produtos, afinal, um look grandioso merece um sapato à altura.

Bad Bunny sempre inova em suas produções e, claro, não foi diferente desta vez. O artista trouxe uma interpretação criativa do tema ao surgir com uma versão mais velha de si mesmo. 

Nessa proposta, explorou as possibilidades do próprio corpo e da moda como forma de expressão. O look escolhido foi uma colaboração entre a Zara e John Galliano, enquanto a maquiagem ficou por conta do designer de próteses indicado ao Oscar, Mike Marino.

Beyoncé surgiu vestindo Olivier Rousteing, em um look cravejado que simulava um esqueleto humano. Mais uma vez, vemos uma inspiração que explora as possibilidades e as formas do corpo.

Coanfitriã da edição deste ano, a artista marcou seu retorno ao baile após 10 anos, acompanhada da família.

Heidi Klum, claro, não poderia deixar de impressionar. Conhecida como a “rainha do Halloween”, a modelo conseguiu se superar ao surgir inspirada na obra “Dama Velada”, do escultor Raffaelle Monti.

O look, inteiramente desenvolvido em látex e elastano, uniu moda e maquiagem de forma surpreendente. A própria Heidi revelou que a ideia surgiu durante uma visita ao Metropolitan Museum of Art, quando pensou em como transformar aquela referência em tecido.

Também assinado também pelo maquiador Mike Marino, o visual que envolvia o corpo e o rosto da modelo, foi criado para reproduzir a ilusão de uma estátua esculpida em mármore. 

Anok Yai é sempre um dos destaques do evento. A modelo apostou em uma produção da Balenciaga por Pierpaolo Piccioli, uma releitura inspirada no vestido nº 47, de 1949, criado pelo fundador da marca, Cristóbal Balenciaga.

Mas o grande destaque do look ficou por conta da beleza. A maquiagem simulava uma “estátua ambulante”, como a própria modelo descreveu, e contou até com cabelo prostético.

Yu-Chi Lyra Kuo usou um look idealizado por ela mesma e trazido à vida pelo ateliê de alta-costura da Jean Paul Gaultier, representando com precisão a expressão: moda é arte.

As dobraduras em tecido, inspiradas em origamis japoneses, impressionaram. Segundo a empresária, o vestido foi “um sonho que se tornou realidade”.

A peça, criada em popeline de algodão e desenvolvida sob medida com técnicas de plissado, teve como referência a obra Vitória de Samotrácia. A escultura representa Nice (ou Nike), a deusa da vitória, e é uma das mais icônicas da arte helenística, datada de cerca de 190 a.C.

Madonna foi um dos ícones que escolheram reproduzir uma obra de arte em sua produção para o Met Gala. Seu look, assinado por Anthony Vaccarello para a Saint Laurent, foi inspirado na obra “A Tentação de Santo Antão”, de Leonora Carrington, conhecida por desafiar padrões e explorar temas ligados ao feminino, bem alinhados à estética da artista.

A produção também contou com acessórios marcantes, como o chapéu e o adereço de mão, além de uma cauda imponente, carregada por seis assistentes.

Podemos afirmar que o visual representou muito bem o drama, a performance e a grandiosidade da cantora.

Emma Chamberlain apostou em um look sob medida da Mugler, assinado por Miguel Castro Freitas, com pintura feita à mão pela artista Anna Deller-Yee.

A cauda impressionava pelos números: 9 metros de circunferência e 880 linhas de babados. Ao todo, foram 150 metros de tecido, 998 horas de trabalho, entre confecção e pintura, e quatro dias dedicados exclusivamente à secagem da tinta. 

Uma verdadeira obra de arte.

Eileen Gu, esquiadora e medalhista olímpica, apostou em um look inovador e interativo. Ela levou à escadaria uma verdadeira obra de arte ao surgir com um vestido que simulava bolas de sabão.

As esferas, feitas de vidro, somavam cerca de 15 mil unidades. A peça foi criada pela designer Iris van Herpen, que se inspirou no surrealismo para desenvolver o conceito. Com o auxílio de uma tecnologia especial, o vestido ainda produzia bolhas, reforçando o efeito lúdico e experimental do visual.

Se tem algo que essa edição deixou claro, é que, quando a moda encontra a arte, o resultado vai muito além do vestir: é conceito, narrativa e impacto.
E, claro, não poderíamos deixar de imaginar quais seriam os pares perfeitos para acompanhar produções tão marcantes.

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